ArtistasLuciano Pinto

Luciano-pinto-templateTecladista da banda Babado Novo e formado em Música pela UCSAL, Luciano continua estudando como auto-didata, através de livros e vídeo-aulas. Já tocou na noite e em várias bandas de pop, axé, pagode e forró, assim como casamentos, batizados, festas de 15 anos, serestas e estandes de feiras. Tocou com nomes conhecidos da música brasileira como Armandinho, Dodô e Osmar; Zé Paulo; Cia do Pagode; Gera Samba; Wilson Aragão; Vanderlei Carvalho; Neto Bala; Walmir Lima e outros. É também compositor, arranjador e produtor musical, ministrando aulas de teclado e técnica vocal. Atualmente é proprietário de um estúdio de gravação, tendo como sócio Alan Moraes, baixista da banda Babado Novo. Já participou de jam-sessions com Luiz Caldas, Margaret Meneses, Daniela Mercury, Tonho Matéria, Ara Ketu, Harmonia do Samba, Fat Family, O Rappa, Cidade Negra, Banda do Faustão, Banda do Gugu e recentemente participou de um especial da MTV (Estúdio Coca-Cola), com Babado Novo e CPM 22.

Conte um pouco sobre o seu primeiro contato com equipamentos Roland
Desde 1993 que uso teclados da Roland. Neste ano eu usava um teclado U-20, muito bom , foi indispenável para que eu pudesse tocar com boas bandas, pois o teclado tinha tudo e um pouco mais, timbres perfeitos de piano acústico, bons pianos elétricos , orgãos, pads e cordas. Como as bandas não tinham naipe de metais, os tecladistas tinham que tocar como o naipe e o U-20 tinha ótimos sons de “brass”. Passei muito tempo com o U-20 e como sempre toquei muito em barzinhos. Depois comprei um Roland E-30 (teclado com ritmos). Até mesmo os teclados com ritmos sempre tiveram bons timbres sintetizados, já usei também um Roland E-66. Em toda a minha caminhada até chegar ao Babado Novo, sempre curti muito os teclados da ROLAND.

No BABADO NOVO você está usando o FANTOM-X6 com placas de expansão SRX, JUNO-G, PCR-M1 e AX-7. Como estes equipamentos mudaram a sonoridade da banda?
A mudança foi claramente percebida por todos os músicos e por Cláudia Leitte. Os timbres estão muito reais, foram muito bem sampleados e possuem uma variedade incrível. Os sons são atuais, com muitos leads e synths, uma gama de pianos e ajustes finos de microfonação e abertura de tampa acústica, órgãos Harmmond e Mini Moogs, cordas e marimbas. Todos curtiram e enriqueceu o nosso som. Costumo ouvir as gravações dos shows ao vivo e está soando muito bem. Tenho amigos arranjadores e músicos que usam muito os teclados da Roland: Lincon Olivet e Micael Mutty (tecladista de Carlinhos Brown) curtiram o som.

Na sua opinião, qual o diferencial que os sintetizadores Roland tem perante outros equipamentos?
A Roland sempre teve um cuidado especial com os timbres de piano acústico e elétrico, isso já é um diferencial incrível perante outros equipamentos, e por ser muito fácil e rico o seu banco de timbres , samplers e sequencer.

Além de ser o tecladista do BABADO NOVO, você é produtor e possui um estúdio de gravação. Comente um pouco sobre o uso da V-DRUMS Roland TD-20 em seu estúdio.
Essa bateria é muito boa, oferece duas formas de capitação para o PC: em uma, pode ser feita uma mix na própria batera e mandar L e R para o computador, ou então, canal por canal, tudo individual. E o melhor: com uma infinidade de timbres, tudo muito real. O Hi-hat (chimbal) é muito real. Ele abre e fecha perfeitamente, o kit de percussão e os pads permitem uma ótima execução do músico. Além disso, é muito prática, leve e de rápida montagem e desmontagem, permitindo até um custo menor para a produção. Você não perde tempo afinando ou trocando microfones e peles.

Você é fundador e diretor musical de uma "orquestra de pandeiros" em Salvador. Comente um pouco sobre este trabalho.
A Tapa é uma orquestra de pandeiros e tonéis, fundada por mim em Março de 2002. Fazemos ensaios abertos nas praças de Salvador e temos 22 pandeiristas e 8 tonéis. Tocamos côco, baião, embolada, funk, merengue, axé, brega, além de vários grooves que criei como xexerê, solada, mamadinha e cadaço. Já tocamos em duas edições do Percpan (Renomado Festival de Percussão), em 2005 e 2006, a convite de Marcos Suzano e Gilberto Gil. Estou usando um AX-7 controlando os timbres de um XP-60 para tocar algumas lambadas e chorinhos junto com a orquestra, as pessoas ficam admiradas e o som é muito diferente.

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