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Roland JC-120 Jazz Chorus - 30 Anos no Topo!
Por Sérgio Motta
Um milhão de guitarristas provavelmente terão um milhão de timbres diferentes. A versatilidade da guitarra é algo impressionante pois qualquer estilo musical pode ser tocado com um bom amplificador e alguns efeitos específicos. Neste universo de estilos e timbres é extremamente difícil se estabelecer um padrão, mais difícil ainda é um produto permanecer no topo da sua categoria sem nenhuma alteração no projeto original. E este é exatamente o caso do Roland Jazz Chorus JC-120, que completou 30 anos em 2005, no topo da lista dos amplificadores tipo “solid state”, ou seja, 100% transistorizados.
Em 1975, a Roland apenas “engatinhava” como empresa porém já inventava o Chorus, um dos mais populares efeitos para guitarra de todo o mundo. Era natural então, que se pensasse num tipo de amplificador com efeitos embutidos. E foi exatamente nisso que os engenheiros da Roland no Japão pensaram ao desenvolver o JC-120 - que ele fosse um amplificador extremamente potente porém com um timbre super “limpo” e definido - valorizando assim os efeitos internos do amplificador. Com essa filosofia de projeto, o Jazz Chorus foi o primeiro amplificador da história a ter efeitos embutidos: o inconfundível Chorus estéreo, Vibrato e Reverb.
O JC-120 já foi produzido no Japão, EUA, Itália, e volta agora a ser produzido no Japão, porém sem nenhuma alteração no projeto original a não ser pequenas modificações “cosméticas”. O circuito duplo do JC-120 (na verdade são 2 amplificadores de 60 Watts num mesmo gabinete) é o grande segredo do projeto pois, o timbre ultra-limpo e o efeito de Chorus estéreo produzidos encantaram guitarristas como Andy Summers (The Police), John Scofield, Alan Holdsworth, Mark knopfler (Dire Straits) e aqui no Brasil, Lulu Santos, Edgar Scandurra, Victor Biglione, Armandinho e mais uma infinidade de empresas de locação de som e estúdios profissionais. Até os metaleiros mais famosos do Metallica utilizam o JC-120 para seus sons limpos, aliás, esta é a configuração dita “ideal” pelos guitarristas: um amplificador para os drives (vários modelos disputam o cargo de melhor opção) e o Jazz Chorus para os timbres limpos. Esta configuração é utilizada por exemplo pelo guitarrista Wes Borland da banda Limp Bizkit - mais jovem que o próprio Jazz Chorus, ele utilizava 3 modelos nos shows da banda. Na lista de fãs do Jazz Chorus nem os “bluseiros” escapam, apesar de torcerem o nariz pelo fato do JC-120 não ter nenhuma válvula, o “rei” Albert King, no início da década de 80, utilizava um JC-120 em suas viagens pelo mundo.
Além de seu timbre único, o Jazz Chorus é um amplificador tipo “tanque-de-guerra”, projetado para suportar as mais tortuosas e esburacadas estradas. É comum encontrar guitarristas que possuem este amplificador há três décadas e que jamais tiveram qualquer tipo de problema. E fechando suas características exclusivas ainda podemos mencionar o loop de efeitos estéreo com opção de circuito em série ou paralelo - verdadeira raridade em qualquer projeto de amplificador.
Há 30 anos o mundo conhecia os primeiros aparelhos de vídeo cassete, os primeiros protótipos de computadores pessoais e os primeiros amplificadores transistorizados. Atualmente os VCRs já foram quase que totalmente substituídos pelos aparelhos de DVD e os computadores surgem com inovações tecnológicas a cada semestre. Porém, numa época em que se fala muito em plug-ins de simulação de amplificadores e efeitos, o JC-120 continua no topo de vendas como um dos melhores amplificadores da história da guitarra.
Vida longa ao rei!








