ArtistasSonic Junior

Sonic-junior2Sonic Junior

O primeiro material do SONIC JUNIOR foi lançado em 2000, sendo duas músicas na coletânea de música eletrônica do Norte-Nordeste, Som Binário #1 Pragatecno (Utter Records - RJ), considerado o primeiro CD duplo de música eletrônica do Brasil. O primeiro CD veio em 2001, intitulado “SONIC JUNIOR”. Uma faixa deste disco integrou a trilha sonora do filme "Deus é Brasileiro", de Cacá Diegues. Em 2003 veio o segundo trabalho, “O MUNDO LÁ FORA” e em 2005 seu terceiro CD, “PRA FAZER O MUNDO GIRAR”. A música "Pulsar" integrou a trilha sonora do vídeo "Quintal de Casa/Hang Loose” de Rafael Mellin. Este último CD ganhou o prêmio de melhor CD de Música Independente na categoria de Música Eletrônica em 2005 pela Revista Dynamite. Já concorreu por dois anos (2004 e 2005) ao prêmio na categoria de Música Eletrônica no VMB/MTV. Em 2006, foi um dos destaques da Popkomm, uma das maiores feiras de música da Europa, em Berlim na noite Brasil Digital.

Saiba mais em http://www.myspace.com/sonicjunior

Conte um pouco sobre o seu primeiro contato com equipamentos Roland
Em 1998 fui na casa de um amigo que queria me mostrar uma máquina que ele tinha acabado de comprar. Era a MC 303, justamente o equipamento que estava pensando em ter. Saí de lá com ela e nunca mais larguei, nela fiz meus primeiros laboratórios, pesquisas, sons e o primeiro CD. Até hoje desenvolvo meu trabalho com a linha Groovebox. Já tive além da MC 303, MC 307 e estou atualmente com a MC 909.

Atualmente, quais são os equipamentos Roland que fazem parte do seu setup?
• MC-909: Este Groovebox também é um sintetizador sampler de alta performance, aonde você posso gravar e criar minhas próprias músicas e tocar ao vivo. Com a série GrooveBox, gravei três discos. Meu primeiro disco “Sonic Junior”, foi produzido em 2001 com o MC-303, que foi o primeiro modelo da série Groovebox. Em 2003 gravei meu segundo disco “O Mundo lá fora”, com o MC-307 que era o modelo mais avançado na época. Em 2005 gravei meu terceiro CD “Pra fazer o mundo girar”, com o MC-909. Acompanhei toda a evolução dessa série. Uso o MC-909 como um instrumento, gosto muito das possibilidades de criação que ele me proporciona. Tenho uma variedade muito grande de sons e timbres diferentes. Posso gravar 16 canais simultâneos ao mesmo tempo. O sampler me dá mais uma possibilidade de timbres, aonde posso copiar os sons e colocar na memória do MC-909; depois posso filtrar e colocar os efeitos em tempo real. O D-Beam é um efeito bem legal e uso muito ao vivo. É uma luz infravermelho que você pode controlar o Pitch e os filtros, além de alterar os andamentos em tempo real. Eu aciono o D-Beam com a mão como se fosse um Teremim. Pode-se sequenciar todas as músicas no modo Song e deixar a ordem do show pronta.

• SP-404: Uso este sampler para soltar as bases no meu show; Ele tem uma qualidade muito boa e não altera em nada o som. Disparo as bases em L/R já masterizadas. É compacto e utiliza cards de até 1GB, o que me proporciona muito espaço de sampler, com qualidade profissional de CD. Nos quatro bancos de sampler, posso usar 12 pads. Então dá para montar o show tranqüilamente e ter uma qualidade muito boa de áudio, tanto para ao vivo como para gravação.

• SRX-05 SUPREME DANCE: Gravei o meu último disco com ela. Você vai encontrar vários estilos de som, como: House, Hip-hop, Trance e Drum&Bass. Dá para fazer diversas experiências. É só você escolher o timbre que acha melhor para cada estilo, com diversos patches de batera, percussão, teclado e baixo. Gravei a música que se chama “Stop Emotion” do meu último disco com um timbre de guitarra da SRX-05. Usei um filtro que deu um resultado muito legal. Agora estou usando a “SRX-08” Platinum Trax. Essa placa já tem uma pegada mais Hip-Hop. Gosto dos timbres de batera porque lembram uma bateria de verdade. Os timbres são muitos reais e você não sabe se aquele som que você está escutando é eletrônico ou orgânico. A diversidade de timbres é muito grande. Pra quem tem um equipamento da Roland que tem essa memória de expansão, vale a pena ter uma SRX.

Além de utilizar estes equipamentos Roland, você usa percussão e bateria acústica? Como se dá essa harmonia entre eletrônicos e acústicos? De onde veio esta influência? Sim, utilizo como complemento. Comecei minha carreira como baterista e isso me ajudou bastante, principalmente para compor as batidas eletrônicas. O público se amarra vendo o eletrônico se misturando ao orgânico e gera um som bem mais completo. Gosto de tocar instrumentos e ver como eles se integram ao som eletrônico.

Em 2007, você esteve por 4 meses na Europa, fazendo diversos shows na Alemanha, Dinamarca, Rep. Checa e outros países. Como foi essa experiência? Você acredita que o tipo de som que você faz tem mais reconhecimento no exterior do que no Brasil?
Foi muito legal ter tido essa experiência. É bom ver como o público se comporta lá e aqui, em todos os lugares que estive fui muito bem recebido. Acho que meu som tem lugar lá fora e aqui também. O que facilita lá é que existem muitos festivais, ou seja, diversas oportunidades pra você tocar e não precisa ser o artista mais conhecido do festival pra ter público, pois sempre está cheio, isso é muito bom.

Ouça aqui a música produzida por Sonic Junior usando o MC-909 e a SRX-05

Assista aqui um trecho da apresentação de Sonic Jr no auditório Roland na Expomusic 2007

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