ArtistasJether Garotti Jr.

JetherPianista, tecladista, clarinetista, vocalista e arranjador. Nascido em São Paulo em 1966, ingressou na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo onde se graduou bacharel em música em 1989. Como clarinetista, participou de várias formações camerísticas e orquestrais até ingressar na banda Heartbreakers em 1987, onde participou de vários projetos, shows, gravação de CD´s e eventos especiais como instrumentista e arranjador, como o espetáculo “Emoções Baratas”, sob direção geral de José Possi Neto.

De lá pra cá vem desenvolvendo trabalhos na área de criação de trilhas sonoras para filmes publicitários, peças teatrais e espetáculos de dança. Como instrumentista e arranjador, trabalha ao lado de diversos artistas como Zizi Possi, Jane Duboc, Edson Cordeiro, Toquinho, Milton Nascimento, Naná Vasconcelos e Rosa Maria.

Jether também desenvolve projetos como produtor musical e é sócio-diretor da empresa Yeet Experience Produções e Eventos.

Conte um pouco sobre o seu primeiro contato com equipamentos Roland
Meu primeiro contato com a Roland foi em 1994 quando fui convidado pelo então Presidente da Roland Brasil, Sr. Lucas Shirahata a participar das várias atividades da empresa como Consultor de Pianos Digitais. Também realizei várias apresentações e preparei diversas demonstrações de produtos e lançamentos da Roland no Brasil na época, como foi o caso do JV-1000, JD-990, JV-1080, XP-50 e XV-5050.

Na gravação do DVD/CD da Zizi Possi em 2005, você utilizou o FANTOM-X8 como workstation, incusive usando o som de piano acústico, um dos pontos altos deste equipamento. Como foi esta experiência, de tocar um piano “digital” ao lado de bateria e baixo acústicos? Você comentou que os técnicos de gravação ficaram impressionados com o FANTOM-X8 soando como um piano acústico, com harmônicos bem distintos ao lado da bateria e do baixo.
Realmente o Fantom-X8 surpreendeu a todos com a qualidade de seus timbres. Ao vivo ele já tinha uma grande presença, pois seus harmônicos soavam de maneira impressionante. Quando fomos para o estúdio, pelo fato do piano acústico estar aberto, ele acabou sofrendo vários cortes de freqüências para poder compensar os “vazamentos” dos outros instrumentos. Enquanto que o Fantom-X8 preservou sua sonoridade por estar ligado em linha na mesa e deu uma sonoridade ao trabalho que realmente é a assinatura dele. Gostaria de sempre ter um Fantom-X8 comigo!.

Na sua opinião, qual o diferencial que os sintetizadores Roland tem perante outros equipamentos?
Acredito que seja, acima de tudo, a qualidade dos seus timbres, a facilidade de programação e acesso aos seus controles internos, e a durabilidade de suas máquinas. Outro aspecto que chama a atenção é a facilidade com que ele se adapta a múltiplos timbres simultâneos. Fazer um “blend” com timbres Roland é sempre uma delícia e eles nunca se anulam, se somam.....

Você chegou a fazer programações de midi files para a Roland Brasil na década de 90. Como foi este trabalho? Você programou ritmos também?
Sim, programei diversas demos para equipamentos em lançamento naquela época. Era uma delícia, pois sempre explorava timbres novíssimos e com uma qualidade impressionante. Me apresentava com eles ao vivo e era sempre muito bom ver a reação das pessoas dizendo: “...quero esse equipamento pra mim....”

Na década de 90 participei da primeira versão dos teclados série E com ritmos brasileiros. Foi uma pesquisa enorme dos diferentes tipos de ritmos das mais diversas regiões desse nosso país. Lembro que havia uma grande expectativa tanto por parte dos consumidores como da própria Roland Corporation quanto ao resultado do projeto. Graças a Deus foi um sucesso e pudemos depois colher os frutos desse esforço em conjunto, com diversas áreas da Roland Brasil.

Assista aqui um trecho da apresentação de Jether Garotti Jr. no auditório Roland na Expomusic 2007

Ouça aqui a música produzida por Jether Garroti Jr., usando o Fantom X8 e a FA-101:

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