Artistas › André Christovam
O Mestre do Blues Seduzido Por um Ampli Digital
André Christovam é o pioneiro do Blues no Brasil. Ele foi o primeiro guitarrista a “tocar no rádio” regularmente e fazer fama no exterior como “bluseiro brasileiro”. Auto-entitulado “valvólatra”, ou seja, viciado em timbres de válvula, confira abaixo o texto que foi extraído do site oficial do guitarrista sobre o CUBE-60 Roland.
The Quest For Tone Continues...
Bom, se chegaram até aqui, vocês devem ter lido na parte de guitarras os “comos e porquês” da minha resolução em ter uma guitarra para tocar o lado Jazzy do Blues e daí o surgimento de Tedda na minha história... Mas é óbvio que isso não ficaria de graça na hora em que eu precisasse amplificar o som dessa guitarra... Não foi tão difícil mas no mínimo muito pitoresco, deixe-me contar: No início de 2006 o AC Trio voltou a sua formação clássica, com Mario Fabre e Fabio Zaganin de volta a bordo... Estávamos tocando o nosso segundo show do ano no Bourbon Street em São Paulo e tínhamos o Edu Gomes e sua Les Paul como convidados.
Na passagem de som, o guitarrista Sergio Motta (Especialista em Produtos da Boss no Brasil) havia deixado uma pedaleira da Boss e um amplificador Cube 60 da Roland para que eu levasse para casa e testasse... Justo eu, um “válvolotra terminal”, sem a menor chance de cura... Quis o destino que meu Marshall JTM 30 morresse no meio da terceira música e eu tivesse que plugar aquela “traquitana” toda...
Mas como “The Show Must Go On” eu fiz cara de alegre e sai tocando... Primeiro curtindo o Tremolo (TR2), depois o Delay (DD20), o Reverb (REV5)... Mas foi bem na hora que comecei a tocar I Loved Another Woman do imortal Peter Green que me dei conta do que estava acontecendo... Achei que entre uma música e outra, alguém sabendo da minha fobia a transistores teria trocado o Cube 60 por um Fender Twin Reverb...
Mas o som era melhor do que a maioria desses Twins que rolam palco à dentro por aí... Seria um DeLuxe? O meu DeLuxe Black Face 62 soava assim, doce, equilibrado... Rachando no lugar certo... Pensei: Peter Green e DeLuxes - uma junção feita nos céus da Inglaterra... Terminada a canção eu procurei dar uma olhadinha pra ver o que estava acontecendo e lá estava aquela mini-criatura com sua austeridade nipônica olhando pra mim... Um Roland Cube 60... E eu plugado nele... Fim de show, trouxe tudo pra casa e fiquei algumas semanas aprendendo a lidar com tantas possibilidades... Quando liguei a Tedda no Cube 60 achei o som que procurava na minha adolescência... George Benson, Bad Benson-era... Timbre puro, encorpado e sem chiado... Aos poucos fui me achando com os outros simuladores e agora me divido entre o Black Face e o British Combo... Como estou tocando com o Cube 60 ao alcance da minha mão esquerda, resolvi que entre eu e meu pequeno samurai só haverá um cabo da George L’s... Não estão acreditando? Venha conferir o som dele ao vivo... Ainda está duvidando? Ligue para o guitarrista Amleto Barboni... Ele comprou meu Fulltone Fulldrive 2 (Custom Shop), não uso mais...“
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Timbre “Jazzy”. Simulação “Black Panel” com grave aumentado.
Exemplo 1
Timbre clássico de Blues. Simulação “Black Panel” com reverb.
Exemplo 1
Timbres clássicos de Rock'n Roll. Simulação “BRIT COMBO” com ganho aumentado.
Exemplo 1
Exemplo 2








